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Trajetória / Percussônica
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Lelo Nazario, Zé Eduardo Nazario e Felipe Avila.
1998 - 2002
Bateria, percussão: Zé Eduardo Nazario
Teclados: Lelo Nazario
Guitarra, guitarra synth: Felipe Avila


O ano de 1995 marcou meu ingresso na era dos patrocínios, no que diz respeitos às grandes marcas de instrumentos musicais. Depois de mais de trinta anos trabalhando com equipamentos já desgastados e batalhando por sua manutenção e preservação, na dura realidade do músico brasileiro, eis que mais um "milagre econômico" ocorreu no Brasil. O dólar, então equiparado ao real, permitiu que os fabricantes internacionais de instrumentos musicais, aliados a distribuidores brasileiros, inundassem o mercado com seus produtos, enxergando em músicos como eu uma janela para divulgar suas marcas. Em função dessas novas parcerias, minha imagem ficou também mais conhecida e essa política (ainda que com altos e baixos) acabou gerando um crescimento para a música instrumental brasileira na mídia especializada. Por tabela, houve uma contribuição para a educação musical em nosso país, além do estímulo à indústria nacional para evoluir rapidamente e ter competitividade com o produto estrangeiro. Esse fenômeno ocorreu num crescendo durante os anos em que a moeda nacional permaneceu forte. Em 1998 a AVEDIS ZILDJIAN CO., famosa fábrica de pratos de bateria, sediada em Norwell (arredores de Boston, USA), por meio de seu distribuidor brasileiro, me fez um convite para ingressar na "Zildjian Family", que incluiu uma visita à sua fábrica nos Estados Unidos. O convite se estendeu para minha participação no "ZILDJIAN DAY BRASIL 98", que contaria com outros grandes nomes da percussão brasileira, como Dinho Gonçalves e do percussionista indiano Trilok Gurtu.

Desta forma sugeri ao patrocinador a montagem de um trio, tendo ao meu lado dois grandes parceiros de muitas jornadas: meu irmão Lelo Nazario nos teclados e o guitarrista Felipe Ávila. Detalhe: os dois nunca haviam tocado juntos, embora se admirassem mutuamente – o que tornou a ocasião ainda mais auspiciosa. O clima dos ensaios foi produtivo e divertido, fluindo naturalmente e com muita empatia, desde o primeiro toque. A música parecia ter algo de divino, uma fusão que resultava realmente nova, como se energia nuclear fosse canalizada para a música, totalmente controlada e dominada. Convidamos também minha grande amiga Marlui Miranda para uma participação de última hora, já que ela estava presente para assistir ao show e conhecia uma das músicas do nosso repertório, o que enriqueceu ainda mais o espetáculo.

Tocamos por cinqüenta minutos para uma platéia entusiasmada, e nos sentimos muito bem ao terminar o show. Só depois fomos saber que o Alberto Ranelucci tinha gravado tudo, e quando ouvimos o material, dias depois, percebemos que o resultado tinha boa qualidade. Foi então masterizado pelo Lelo, e decidimos viabilizar o projeto de uma primeira edição em CD. O nome PERCUSSÔNICA nos veio à cabeça por se tratar de um contexto em que o teclado e a guitarra tornam-se, em determinados momentos, instrumentos percussivos, desenvolvendo seus sons eletrônicos como num grupo de percussão e juntando-se à bateria e à percussão acústica com timbres de colorido inusitado ou com intrigantes melodias e harmonia contemporâneas.

O Trio realizou outras importantes apresentações, entre as quais uma no SESC Paulista (infelizmente, alguns dias antes de começarem as gravações do "Instrumental SESC" para a Rede SESC SENAC de Televisão); uma no evento "Percussões do Brasil" em 1999 no SESC Vila Mariana (este felizmente registrado e transmitido pela TV Cultura de São Paulo); e uma no Projeto "Jazz em Harmonia Brasileira", no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo em 2002 – curiosamente quase que exatos quatro anos após o evento original. Nesse dia, 22 de outubro, fizemos dois concertos: um na hora do almoço e um à noite, pois o projeto visava atrair o público que trabalha no centro da cidade. Dessas sessões, apenas uma foi gravada (justamente a primeira), e mais uma vez recebemos, dias depois, um MD com o resultado. Qual não foi a nossa surpresa ao perceber que o som tinha novamente qualidade suficiente para um futuro lançamento em CD, com bastante material inédito, já que entre 1998 e 2002 outras composições foram incorporadas ao repertório. Em 2004, "Percussônica ao Vivo - Hoje" foi lançado pela Editio Princeps, reunindo as melhores versões de ambas as apresentações em um CD.
 
 
DISCOGRAFIA
Percussônica (1998)
Zé Eduardo Nazario / Lelo Nazario / Felipe Avila

1. N'daê :: 2. Percussônica :: 3. Festa de Rua :: 4. Flor do Sul :: 5. Dança das Águas :: 6. Maracatu :: 7. O Sétimo Portal :: 8. A Xepa :: 9. Psicopático

 
Ao Vivo - Hoje (2004)
Zé Eduardo Nazario / Lelo Nazario / Felipe Avila

1. N´Daê :: 2. Percussônica :: 3. Hoje :: 4. Não Temo :: 5. Minas d´Água :: 6. Festa na Rua :: 7. Flor do Sul :: 8. CEP :: 9. Africana :: 10. Dança das Águas :: 11. Maracatu :: 12. O Sétimo Portal :: 13. A Xepa :: 14. Psicopático

 
 
FOTOS
2002
CCBB, 2002 SESC Paulista SESC Paulista Percussônica
 
 
IMPRENSA
ECOS - ZILDJIAN DAY 98
Revista Cover Batera - 1998 - G.L.
Depois de mais um sorteio - que sempre aconteciam nos intervalos, quem subiu ao palco foi o grande Zé Eduardo Nazario. Acompanhado de um guitarrista (Felipe Ávila) e um tecladista (seu irmão Lelo Nazario), a apresentação desse verdadeiro “monstro” foi um espetáculo à parte. Começaram a performance com temas mais calmos, utilizando sons de bateria eletrônica produzidos pelo teclado, aliados a percussão orgânica, com Nazario tocando um instrumento de sopro que produzia um som parecido ao de uma gaita, misturada com acordeon, além da utilização de efeitos ... Quando Nazario sentou na bateria, aí a coisa começou a esquentar, com temas que passeavam pelo mpb, jazz e fusion, a apresentação deixou todos de boca aberta, mostrando porque esse músico merece tanto respeito. O ponto alto foi a última música, “Psicopático”, em uma apresentação visceral, prá nenhum Zappa ou Max Roach botar defeito!
 
ZILDJIAN DAY 98 EM SÃO PAULO
Revista Drummer do Brasil - no. 24 - 12/1998 - Andreia Colmatti
Agora era a vez de outro mestre: Zé Eduardo Nazario. Apesar de sua inspiração constante, podemos dizer que esta noite ele estava especialmente iluminado. Juntamente com seu irmão Lelo Nazario nos teclados e Felipe Ávila na guitarra ... deram um verdadeiro show. No tema de abertura, Zé tocou berimbau e contou com a participação especial de Marlui Miranda, que fez uma ótima performance com sua voz. A apresentação resultou em um instrumental sincronizado e extremamente agradável, com alguns solos de bateria, que mais pareciam tambores falando aos deuses. Nem é preciso dizer as reações do público ... aplausos de pé e venda de vários cds, recém lançado por Nazario - intitulado ZEN.
 
SONORIZE-SE - ZÉ EDUARDO NAZARIO, LELO NAZARIO, FELIPE ÁVILA PERCUSSÔNICA - INDEPENDENTE
Revista Batera e Percussão - no. 28 - 11/1999 - Regis Tadeu
Coerente com a sua carreira experimentalista, o batera e percussionista Zé Eduardo Nazario surge com um dos discos mais intrigantes da história da música brasileira moderna. Trabalhando células rítmicas inusitadas, Nazario (des) constrói temas que misturam o étnico e o “viajante”, o intenso e o sutil, a calma e o desconforto. Tudo cercado pela competência extrema de seu irmão Lelo nos teclados e do guitarrista Felipe, que propiciam arranjos quase que claustrofóbicos, como em “Psicopático” (com um solo espetacular de Zé Eduardo).
 
AO VIVO - HOJE - PERCUSSÔNICA (EDITIO PRINCEPS)
Revista Modern Drummer - 02/2005 - André Carvalho
Esse trio teve início quando um dos maiores bateristas brasileiros, Zé Eduardo Nazario, foi convidado para participar do Zildjian Day Brazil 98 e chamou seu irmão, o tecladista Lelo Nazario e o guitarrista Felipe Ávila para acompanhá-lo. Esta apresentação e uma outra que aconteceu em 2002 foram gravadas e o resultado é este cd. A mistura de música brasileira, sonoridades contemporâneas, jazz vanguardista e muito improviso, lembram alguns trabalhos do Grupo Pau Brasil e do Grupo Um, mas com o toque especial dos grandes instrumentistas envolvidos. O solo de Zé Eduardo na faixa “Hoje” é um dos pontos altos do álbum, junto com a levada de “Flor do Sul”, feita com vassourinhas. A virtuose e o bom gosto dos músicos são a tônica deste trabalho.
 
PERCUSSÔNICA AO VIVO - HOJE (EDITIO PRINCEPS)
Revista Backstage - Ano 12 - 07/2005 - no. 128 - Jorge Pescara
Zé Eduardo Nazario, Lelo Nazario, Felipe Ávila. Há algum tempo não tenho a chance de ouvir tanta ousadia sonora, quanto esse projeto do trio ... a começar pela instrumentação que se absteve do baixo, mas nem por isso alguém pode acusar a falta dele. Percussônica é um disco gravado ao vivo, de forma semi-artesanal. Dois shows do trio por São Paulo, arquivados com DAT, magistralmente mixados. No encarte lê-se: uma incrível fusão de jazz de vanguarda, com ritmos brasileiros e música contemporânea. Misturando timbres acústicos e eletrônicos com muita energia e improvisação. Também uma prova inequívoca de que excelentes músicos, quando juntos no direcionamento correto, provocam, como resultado, composiçãoes excelentes e performances primorosas. Sim, este disco não é um lugar comum do “dizer o que já está dito” e também não cai na velha armadilha da “música instrumental” ... Este álbum é para qum tem a mente aberta a outros rumos. Quem está plugado no mundo, sabe reconhecer boa música. Há tempos procuro um disco como este, mas a molecada insiste em “chover no molhado” e ficar copiando este ou aquele ... Percussônica neles todos! .
 
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