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Clique e ouça faixas de toda a carreira de Zé Eduardo Nazario, entre trabalho solo, projetos coletivos e participações
Trajetória / Outras Histórias
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EDISON MACHADO
1969
Um dia, no ano de 1966, meu primo me ligou dizendo que abriria um programa de televisão (Ensaio Geral, da TV Excelsior), fazendo um duo com o baterista Edison Machado, meu grande ídolo, no início de minha carreira. Pedi para ir ao ensaio, e consegui entrar, permanecendo parado, como uma estátua, a poucos metros do Edison, atrás da cortina do palco. Ao terminar o ensaio, Machado começou a desmontar o chimbal, tirou os pratos, e já havia percebido minha presença ali atrás. Como eu era tímido e não havia arriscado nenhuma palavra, ele tomou a iniciativa de perguntar se eu gostava de música. Respondi que sim, que eu tocava um pouco. Ele perguntou que instrumento eu tocava, e eu respondi: bateria. Ele então, num gesto estarrecedor, montou tudo de novo, abriu o estojo de baquetas e me oferecendo um par, falou: "Toca um pouco, então". Não tive como negar, e conhecia bem o estilo dele, pois ouvia todos os seus discos. Toquei um pouco, e ele então pediu aos músicos de seu quarteto, que eram Paulo Moura, Osmar Milito e Dório para tocar alguma coisa comigo. Foi uma experiência e tanto!...

Tendo me tornado amigo de Edison Machado a partir desse dia, passei a viajar regularmente para o Rio de Janeiro, onde conheci e toquei com grandes instrumentistas como Vítor Assis Brasil, Cláudio Roditi, Luis Eça, Alfredo Cardim, Ricardo Santos, Ion Muniz, Haroldo Mauro e muitos outros.
TENÓRIO JR.
Tocando com o Xangô Tres em um programa na TV Record em São Paulo, conheci Guilherme Franco, que substituía o baterista da orquestra (Xororó), naquela noite. Batemos um papo no final do programa, e nos despedimos. Algum tempo depois, quando comecei a freqüentar a noite paulistana, lá por 1967, levado por colegas como o Itiberê, que tinha mais "cancha", pois conhecia os locais onde se praticava boa música, fui parar num restaurante dançante chamado "Totem", na Avenida Santo Amaro, de propriedade de Ismael Campiglia, guitarrista amador e amante do jazz, que contratava bons músicos para tocar, com certa liberdade já num momento complicado da vida política brasileira, com reflexo na vida noturna das grandes metrópoles, que encolhia devido ao medo imposto pela luta armada dos militares com os guerrilheiros, práticamente um "toque de recolher", que esvaziava os bares, boates e casas noturnas, tão badaladas no início dos 60, época de ouro da bossa nova e que começavam a apresentar um ar fantasmagórico, antes de se transformarem num cemitério, de 1969 em diante.

No Totem, um oásis na noite paulistana, tocavam dois trios que se revezavam, um deles com Tenório Jr. ao piano, Zé "Bicão" Alves no baixo, e Aureo de Souza na bateria. No outro trio estavam Luiz Melo ao piano, Cláudio Bertrami no baixo e Guilherme Franco na bateria. Comecei a frequentar o lugar, e devido à amizade iniciada naquele programa de TV, Guilherme permitia que eu desse "canjas" tocando percussão, usando alguns intrumentos que ele tinha numa sacola, como tamborim, bongôs, etc...

Com o tempo, ganhando a confiança dos outros músicos, me foi permitido tocar bateria, e através desse relacionamento constante, pois eu mantinha uma freqüência regular, foi me oferecida a posição de substituir o Áureo de Souza, que estava de mudança para o Rio de Janeiro, no trio de Tenório Jr.

Tenório foi um dos mais brilhantes pianistas com quem tive a oportunidade de trabalhar, com um conhecimento de harmonia fantástico, extremo bom gosto e inteligência sagaz. Permaneci por um ano com ele no Totem, quando praticamente não era mais possível sobreviver tocando na noite apenas, os músicos tinham que participar das gravações comerciais e cair no gosto dos arregimentadores das grandes companhias de discos que dominavam o mercado, gravando aquela música que servia aos interesses dessas corporações.

Tenório se mudou para o Rio com sua esposa Carmen e filhos. Algumas vezes tive a oportunidade de visitá-lo em seu apartamento no Cosme Velho, antes da abominável trajédia ocorrida na Argentina em março de 1976, que ceifou sua vida ainda em pleno vigor, assassinado "por engano" pelo regime militar argentino, na véspera do golpe comandado pelo general Jorge Videla contra Isabelita Perón, durante uma turnê que realizava naquele país com Vinicius de Moraes e Toquinho.
MILTON NASCIMENTO
Meus pais moravam na rua Conselheiro Rodrigues Alves, na Vila Mariana, em São Paulo. A casa fazia fundo com a da família Godoy, dos irmãos Hamilton (Zimbo Trio), Adylson (Compositor, pianista) e Amilson (Bossa Jazz Trio), cujo apelido é Tuca. Eu tinha amizade com o Tuca, o mais novo dos irmãos Godoy, pois tivemos vários encontros em shows de bossa nova dos quais eu participava com o "Xangô Três", no início de minha carreira, ainda garoto, e numa tarde daquelas eu resolvi fazer uma visita, toquei a campainha e êle apareceu com o Milton, ainda menino, que tinha vindo de Belo horizonte mostrar uma música para a Elis, acho que a primeira que a Elis gravou dele. Era o Bituca, pelo menos foi assim que eu fui apresentado ao Milton, acabamos indo tomar um café na casa da minha mãe e depois fomos até o Teatro Paramount, onde ele se encontraria com a Elis, e eu voltei para casa.

Depois vi o Milton em São Paulo com o "Som Imaginário", estive várias vezes com ele durante as gravações do disco do Taiguara, me lembro que ele morava ali pela Barra da Tijuca ou Recreio dos Bandeirantes, ia lá junto com o Novelli, que morava por ali também, se não estou enganado. Não tinha nem muita coisa construída por lá, era só praia, me lembro da paisagem. Aí ele me convidou para gravar o Clube de Esquina 2, em 1978. Tem alguns erros na ficha técnica, eu toquei bateria com a Elis em "O que foi feito de Vera" e também com o Chico Buarque em "Canción por la Unidad Latino-Americana", e também toquei percussão com um grupo chileno, mas esqueceram de colocar ou não anotaram direito...
JOHN MCLAUGHLIN
1979
Em 1978 duas situações paralelas estavam ocorrendo em minha carreira, ambas artisticamente interessantes, porém com histórias e características distintas. Desde 1973. quando ingressei no grupo do Hermeto, e principalmente ao lado do meu irmão Lelo, estávamos vivendo num ritmo intenso de desenvolvimento musical, numa intensidade que nos possibilitou criar características de estilo bastante pessoais, em parte porque tinhamos aonde colocar essa energia criativa, afinal estavamos fazendo música instrumental no Brasil, provávelmente em alguns dos poucos redutos onde essa criatividade com energia era possível e bem vinda, os grupos do Hermeto, Egberto e Grupo Um.

Egberto nos falou que iríamos participar do 1º Festival de Jazz de São Paulo em setembro de 1978, eu estava me preparando para isso, sabia que viriam grandes nomes, seria uma semana inteira, e me dediquei muito para fazer uma grande apresentação. Fui para o interior, num lugar calmo, levando meus instrumentos, para estudar e me condicionar fisicamente, como um atleta que vai para um grande torneio. Recebi um telefonema do Marcio Montarroyos, duas semanas antes do festival, o Marcio queria que o Grupo Um participasse do festival, pois por algum motivo os músicos que iriam tocar com ele não poderiam tocar. Sugeri que se fossemos fazer, não haveria tempo disponível para preparar o material do disco dele, e como ele tocava o repertório do Grupo Um, ficaria mais viável, e ele topou. Tinha eu então a oportunidade de apresentar os dois trabalhos mais importantes que estava realizando naquele momento, com Egberto e com o Grupo Um, e com certeza estariamos todos nós dando um grande passo nas nossas carreiras.

O concerto com Egberto ocorreu na quarta feira, com grande sucesso. O festival foi mais ou menos como aquele ditado : "Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza". A mesma equipe montava e desmontava o palco todos os dias, e o cansaço era progressivo, não havia tempo para a recuperação fisica de quem estava trabalhando, havia concertos à tarde e à noite, e o concerto do Marcio Montarroyos e Grupo Um foi no último dia do festival, uma segunda feira. Chegamos para a montagem dos instrumentos e ninguém estava lá, tivemos que esperar, o que atrasou toda a programação dos ensaios. Quando estávamos no meio do nosso ensaio, por acaso me virei e quem estava atrás de mim, atrás da barraca de percussão me observando: John McLaughlin! Imediatamente me dirigi a ele e tentei explicar que o atraso não se devia a nós, mas ao fato de que a equipe do festival se atrasara, mas ele falou simplesmente: não se preocupe, leve o tempo que tiver que levar, estou aqui curtindo o som! Assim começou minha amizade com ele e os membros do grupo que vieram para a apresentação, dentre eles o baterista Tony Smith, que me puxou para uma canja no show da tarde (eram dois shows, um à tarde e um à noite), com o L.Shankar cantando aqueles ritmos indianos...

Infelizmente, ninguém imaginaria o que iria acontecer algumas horas depois, na apresentação da noite,quando a organização do festival, não tendo "gostado" de uma peça eletroacústica intitulada "Móbile Stábile", de autoria de meu irmão Lelo, e alegando falsa e levianamente que estávamos ultrapassando o tempo permitido, desligou deliberadamente o nosso som, obrigando-nos a terminar a apresentação, gerando confusão ao final, mais ou menos como um árbitro de futebol tendencioso que estraga o que poderia ser um grande jogo, por incompetência, para dizer o mínimo (basta dizer que no show da tarde tocamos até o fim, o mesmo repertório, com o mesmo tempo, pois tínhamos aquilo cronometrado).

Mas isso não estragou a minha amizade com John McLaughlin, que se fortaleceu ainda mais e no ano seguinte tivemos a oportunidade de viajar juntos durante a turnê "Tropical Jazz Rock", com o grupo do Egberto, L.Shankar e "One Truth Band", e fizemos tremer o Luna Park em Buenos Aires, tocando juntos no final da turnê. Voltei a rever o John em 1991, quando ele me apresentou o Trilok Gurtu em São Paulo, e em 1993, quando veio novamente se apresentar com Paco de Lucia, confirmando nossa amizade. Grande músico, excelente pessoa!
JOE ZAWINUL
1994
Em 1994 fui convidado especial como baterista na peça sinfônica "Histories of the Danube", de autoria de Joe Zawinul, tendo o próprio Joe e membros do "Zawinul Sindicate", Amit Chaterjee e Buhan Oçal como solistas, ao lado da orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, sob a regencia do Maestro Kaspar Richter, realizando dois concertos, um no Memorial da América Latina e outro em Campos do Jordão, como parte da programação do Festival de Inverno de Campos de Jordão, um dos mais prestigiados eventos musicais que ocorrem anualmente no Brasil. A oportunidade de ter podido conviver com pessoas de espírito tão elevado como ele é algo cujo valor é inestimável, e fica para sempre!
MEETA RAVINDRA
Eu sempre admirei a música Indiana, e durante alguns anos convivi com a família de Meeta e seu marido Ravindra, pessoas maravilhosas que considero como irmãos. Por volta de 1985 comecei a frequentar a casa deles em São Bernardo do Campo, ensaiando e aprendendo um pouco dessa rica cultura, na qual me considero um principiante, tal sua complexidade. Creio ter sido uma época de pouca produção em termos de discos gravados, mas de muito aprendizado, uma reciclagem que me fez bem naquele momento. Com a Meeta realizei inúmeros eventos, principalmente para a colônia indiana residente em São Paulo, e fomos convidados a nos apresentar em Manaus, na ocasião do aniversário de 50 anos de Independência da India, com a presença do Embaixador da India no Brasil. Tive a honra de ter recebido uma placa de bronze do Governo Indiano, por participar de várias solenidades como tablista ao lado da Meeta, com quem trabalhei até meados dos anos 90.
VELOCÍPEDE e OS CINCO
1968
Após a dissolução do Grupo Um e minha atividade didática crescente, não me sobrava muito tempo livre, e como recreação passei a frequentar a chácara onde o Felipe Avila residia, em Carapicuíba, onde nos fins de semana rolava uma "pelada" na qual vários amigos músicos apareciam para jogar, entre eles o Miguel Briamonte e o Randal. Depois de algum tempo só jogando futebol, era inevitável que surgisse uma aproximação entre nós para fazer um som e daí tentamos produzir alguma coisa mais sólida, e chegamos até a gravar alguma coisa, convidando os percussionistas Guello, Paraná e Fernando Marconi, depois um outro trabalho com a participação do Ubaldo Versolatto, já em 1985 e 86, e o Cacá Malaquias também chegou a participar desse grupo, que chamávamos de "Velocípede", mas infelizmente esse trabalho não chegou a ser lançado.

Com o Félix Wagner também montamos um quarteto e fizemos várias apresentações, mas logo êle se mudou para a Europa, onde reside até hoje. Depois, nos anos 90, trabalhei de novo com Felipe no grupo "Os Cinco", com Vinicius Dorin, Itamar Collaço ou Zerró Santos e Chico Oliveira que fizeram inúmeras apresentações no "Mezzo Freddo" e em eventos especiais, como no "workshow" de Dom Um Romão em São Paulo, e no Primeiro Salão de Bateria do Brasil, e que resgatou o "samba jazz", a partir do início dos anos 90.
PATIFE BAND
1987
Ainda com Felipe Avila, fiz alguns shows com a “Patife Band”. Paulo Barnabé, irmão de Arrigo Barnabé tinha essa banda nos anos 80. Alguns ex-alunos meus tinham tocado e gravado com ele, éramos camaradas e nos encontrávamos sempre ali pelo Lira Paulistana, até que um dia ele me convidou para participar de alguns shows, e eu topei até como desafio de tocar algo que não era bem aquilo que eu estava acostumado, mas tinha uma energia e um trabalho mental meticuloso por trás daquilo, acho que também foi uma banda precursora do estilo, com um trabalho original dentro da proposta do Paulinho.
DOM UM ROMÃO
1998
Dom Um foi um ídolo na minha infância, assim como Edison Machado. Ouvia e admirava os discos que ele gravou, mas não o conhecia pessoalmente, ele foi em 1965 para os Estados Unidos e por lá ficou. Depois vieram os discos com o Weather Report. Tive a felicidade de ver esse grupo ao vivo com Dom Um, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1972. Em 1997 Dom Um estava no Brasil, já com 75 anos de idade, e tive a oportunidade de entrevistá-lo para uma revista especializada em bateria. No final da entrevista Dom Um sugeriu que fizessemos algo juntos, e realizamos um workshow em São Paulo com meu quinteto e ele, e foi só diversão!
FRANK HERZBERG / MARTA KARASSAWA / ANDRÉ JUAREZ
O baixista alemão Frank Herzberg, há vários anos radicado em São Paulo tem sido o músico com quem mais tenho tocado nos últimos tempos. Além de seu próprio trio, que conta também com o pianista Alexandre Zamith, fazemos parte do quinteto de jazz da pianista Marta Karassawa, sua esposa e participamos do recém lançado cd do vibrafonista André Juarez, intitulado "Canja", lançado em 2007.
IVO PERELMAN
Em 1994 o saxofonista brasileiro radicado nos Estados Unidos, Ivo Perelman me procurou em São Paulo para a gravação de um material que seria feito em duo, saxofone e bateria. Eu sempre gostei desse formato, acho que combina muito, tanto que no meu primeiro disco solo "Poema da Gota Serena", de 1982 eu já havia feito uma "viagem" semelhante com o Cacau no saxofone. Então marcamos uma sessão no "Be Bop" Stúdio, em Pinheiros e desenvolvemos várias faixas que resultaram no cd "Soccer Land", lançado nos Estados Unidos e que teve grande repercussão na crítica especializada, notadamente na área do "Free Jazz", tendo gerado inúmeros artigos nas principais publicações de Jazz nos Estados Unidos e Canadá. No ano seguinte, Ivo voltou ao Brasil, e fizemos um outro cd, intitulado "Tapeba Songs", com participações de Lelo Nazario, Rodolfo Stroeter e Paulo Bellinati em algumas faixas, e mantivemos a formação em duo de saxofone e bateria em outras. "Soccer Land" foi lançado em 1994, e "Tapeba Somgs" em 1996, ambos nos Estados Unidos.
IMPRENSA
PATIFE BAND - O RETÔRNO ESPAÇO MAMBEMBE
Revista Bizz - fevereiro de 1988 - Sônia Maia - SP, 11/12/87
Paulo Barnabé estaria ocupando lugar de destaque como um dos músicos mais criativos de 1987, caso seu LP, “ Corredor Polonês “, não tivesse sido lançado às nuvens pela gravadora WEA... A Patife consegue dar personalidade até às canções mais populares ... principalmente pelo uso que faz de elementos da música dodecafônica, da erudita e do ritmo assimétrico, injetados de rock e pop. Na cozinha, o baixo esquizofrênico de Sidney Giovenazzi e a bateria (com direito a solo) de Zé Eduardo Nazario, mestre do jazz e ritmos brasileiros. A platéia era grande (...).
 
NAZARIO GRAVA COM THE BLECH
Revista ECO - 1989
Depois de sondagens entre os grandes percussionistas brasileiros, Rubl Greiner, baterista e produtor do grupo alemão “The Blech”, convidou Zé Eduardo Nazario para produzir a percussão de duas faixas de seu próximo LP. Esta atitude de Greiner reflete a tendência mundial de buscar novos elementos que enriquecem a música como um todo. Está comprovado: o pulsar e o ritmo brasileiro são ótimos pratos ... Nazario, no momento, está desenvolvendo um novo trabalho. Trata-se de um dueto com o irmão Lelo, tecladista e compositor, preparado para o Segundo Encontro Brasileiro de Bateristas.
 
CURSO INTERNACIONAL DE VERÃO DE BRASÍLIA COMPASSO
Correio Brasiliense - Sábado, 01/02/1992
A sala Martins Pena e o Teatro Nacional já tem um record que dificilmente será superado. 870 pessoas (mais que o dobro de sua lotação) passaram pela roleta na noite de quarta feira, para assistir à jam session de Nico Assunção, Nivaldo Ornellas, André Dequech, José Eduardo Nazario e Nelson Faria. Depois dessa noite, a segunda sala do T.N.B. jamais será a mesma. E depois dizem que não existe público para a música instrumental em Brasília. Grande parte da platéia era formada por gente da cidade.  
 
IVO TRANSFORMA VILLA-LOBOS EM FREE JAZZ
Folha de São Paulo - Sexta feira, 10/02/1995 - Carlos Calado
O saxofonista brasileiro Ivo Perelman dá novo e duplo passso em sua bem sucedida carreira internacional de jazzista. Acaba de lançar dois cds no mercado norte americano, inaugurando com eles seu próprio selo, o Ibeji ... Gravado em São Paulo, durante a última copa do mundo, o álbum tira seu título da faixa "Soccer Land" (terra do futebol)... Em vez dos elencos vistosos de seus primeiros trabalhos, nesse disco o saxofonista opta pela economia de parceiros, o que não o impede de estar muito bem acompanhado, só com a percussão e a bateria de Zé Eduardo Nazario.
 
POST - BOSSA BRAZIL A WORLD MUSIC WONDER
The Toronto Star (Canadá) - Thursday, 02/16/1995
And then there’s Ivo Perelman, a tenor saxophonist whose roaring style combines with drummer José Eduardo Nazario on Ibeji Record’s "Soccer Land". Soccer is something else brazilians are good at and Perelman combines modern jazz with folkoiric motifs in a revolutionary recipe.
 
JAZZ - IVO PERELMAN: THE TENORS OF OUR TIMES
The Boston Phoenix (USA) - 02/24/1995 - Norman Weinstein
Ivo Perelman finds his compass point in the folk melodies of his native Brazil... The result is a galaxy away from the Brazil- flavored jazz coolness of Bud Shank or Stan Getz. This fire is further refined in two new releases, "Soccer Land", and “ Man of the Forest “. The former features duets with drummer José Eduardo Nazario... If you can spring for only one disc, and particulary if Perelman’s art is unfamiliar, go for "Soccer Land". It opens with a rip-roaring samba, 11 minutes of joyously crying sax well matched with locomotive drumming. The other peak is “ Forró de cabo a rabo “, improvised sax phrases set to a traditional folk-dance rhythm. It’s a cyclical dance usually accompanied by accordion, but Perelman makes the trnsition to tenor sax seem as natural as breathing. 
 
STORM DANCE - IVO PERELMAN´S BRAZILIAN DOWNPOUR
Los Angeles Weekly (USA) - 1995 - Greg Burk
Speaking of Coltrane, not since Trane’s duos with Elvin Jones or Rashied Ali ( or Archie Shepp’s with Max Roach ) have i experienced a tenor / drums assault as powerfull as Perelman’s “Soccer Land”. And it’s powerful in a whole different way - once again the songs are selected from brazilian sources, with traditional beats from samba to forró to congada. Drummer José Eduardo Nazario, a collaborator with Hermeto Pascoal and Egberto Gismonti, shows brazilian music doesn’t have to be gentle or dreamy, with a full-on cannonade on “ Samba de Ogum “, whose joyous energy could lift you thrashing right out of your seat. He’s also able to slip into a simple thump-boom on “ Tristeza do Jeca “ while Perelman explores the full range of his horn... Hard to believe this studio date was the first time the two ever played together.
 
IVO PERELMAN - "Soccer Land"
Option (USA) - 1995 - Jerome Wilson
Brazilian tenor saxophonist Perelman has made a couple of fairly conventional jazz albuns before but nothing like this. This is just Perelman and percussionist José Eduardo Nazario sweating blood for 50 minutes. They play brazilian folk melodies at a hot-footed samba rhythm and waste no time in turning them into a screaming sax and drum frenzies rooted in the ghostly soul-searching of Albert Ayler and the fire-eating duets of John Coltrane and Rashied Ali. There hasn’t been this frightening a combination of latin music and jazz since Gato Barbieri’s early days. Perelman plays like a screaming and wailing hurricaine, his intensity even continuing on a quieter melody like “Tristeza do Jeca”, while Nazario is everywhere, putting this music in dancing shoes it rarely wears. Free Jazz with a beat - one hell of a concept.
 
IVO PERELMAN - MAN OF THE FOREST
Option (USA) - no. 63 - 08/1995 - Bart Grooms
Brazilian tenor sax monster Perelman wails and bleats in a manner that will be familiar to avant - garde fans ... Perelman´s new album of duets with drummer José Eduardo Nazario, “Soccer Land” (for Ibeji) , is in some ways a more convincing and interactive document of the saxophonist’s awesome chops.
 
MIXED MEDIA - IVO PERELMAN: "Soccer Land"
Utne Reader (USA) - 07/1995 - Kalaniu Ya Salaam
Brazilian saxophonist Ivo Perelman wails with Albert Aylerish abandon, while drummer José Eduardo Nazario kicks butt with the polyrhythmic finesse of Elvin Jones and the iconoclastic intensity of Sunny Murray. Just when you thought the fire had died out of contemporary jazz, here´s this super charged release of intelligent, high energy music, obviously blessed by Saint Coltrane himself.
 
SPHERES
Jazz Times (USA) - 05/1995 - Josef Woodard
Perelman’s recordings have imparted a sense of burgeoning promise and imminent maturity. The bracing ring of fire that is "Soccer Land", is something else again. Here, Perelman and drummer José Eduardo Nazario go at it in the best, mutually supportive sense. Sprawling improvisations around mostly trditional brazilian melodies carve out their own sense of direction - mostly forward, in swerving patterns around the middle. Nazario, who has played with Hermeto Pascoal and Egberto Gismonti, is one of those brazilian percussionists for whom rhythm is a function of the brain and the bloodstream, both of which pass through his heart. In this intimate setting with Perelman, he achieves a organic and fitting athletic gracefulness. This is a wonderful, ear-tingling piece of work.
 
IVO PERELMAN -"Soccer Land"
Cadence - vol 21 no. 7 - July 1995 - Richard B. Kamins
The eight tracks feature the saxophonist with percussionist José Eduardo Nazario... "Samba de Ogum" opens the disc in a high-flying manner, with Perelman tenor wailing over Nazario’s brutal snare work and crashing cymbals... He moves through the percussive minefield, disregarding the time and occasionally moving back into melody. There is a sweetness to his tone in the opening seconds of "Tristeza do Jeca" as he heads for the tenor’s higher ranges... Nazario’s percussion is soft and sensuous. Back to a bouncing baiao rhythm for "Forró de cabo a rabo" and another wailing tenor track. One has to admire the way Nazario keeps the beat beneath the sonic onslaught of the tenor... on his previous discs, he sounded apart from the percussionists-perhaps the problem was one of proper mixing. Here, he and Nazario are musical and sonic equals. Perelman gives the music its melodic thrust and direction, while Nazario gives the music propulsion and bottom. One never misses another voice and the program is not dragged out. The sound quality is very “ live ... Ivo Perelman has gone to the generous well of his native land and created a music that employs tradition to look forward - that marks him as a true creative musician.
 
A NEW KIND OF SAMBA
Down Beat (USA) - 12/1995 - John Corbett
His two new records, "Man of the Forest" ... and "Soccer Land" on (Ivo) Perelman’s own Ibeji Records, offer another kind of brazilian jazz, mixing traditional percussion music from his homeland with his expressionist tenor playing. "Man of the Forest" features improvisations on folk-inspired motifs by brazilian composer Heitor Villa-Lobos ..."Soccer Land", on the contrary, is a intense, stripped-down duet with powerhouse drummer José Eduardo Nazario.
 
 
 
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